domingo, 24 de maio de 2009

VINDE ESPÍRITO SANTO DE DEUS : DÁ-ME O DOM DA PIEDADE ! QUE ELE VENHA SOBRE NOSSAS VIDAS !


As catequeses de João Paulo II sobre os dons do Espírito Santo

O Dom da Piedade
Falemos agora de outro insigne dom do Espírito Santo: a Piedade. Através deste, o Espírito cura o nosso coração de todo o tipo de dureza e abre-o à ternura para com Deus e com os Irmãos.

A ternura, como atitude sinceramente filial para com Deus, exprime-se na oração. A experiência da própria pobreza existencial, do vazio que tantas coisas terrenas deixam na alma, suscita no homem a necessidade de recorrer a Deus para obter graça, ajuda, perdão. O Dom da Piedade orienta e alimenta essa necessidade, enriquecendo-a com sentimentos de profunda confiança em Deus, experimentado como Pai Providente e bom. Neste sentido, escreveu S. Paulo: “Deus enviou o seu Filho … a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: "Abbá! - Pai!" Deste modo, já não és escravo, mas filho..." (Ga 4, 4-7; cf. Rm 8, 15).

A ternura, como abertura autenticamente fraterna ao próximo, manifesta-se na mansidão. Com o Dom da Piedade, o Espírito Santo infunde no crente uma nova capacidade de amar o próximo, fazendo com que o seu coração de certa forma participe da mesma mansidão do Coração de Cristo. O cristão piedoso sempre consegue ver os outros como filhos do mesmo pai, chamados a tomar parte na família de Deus que é a Igreja. Por isto, sente-se impelido a tratá-los com a gentileza e amabilidade próprias de uma genuína relação fraterna.

Acresce que o Dom da Piedade extingue no coração os focos de tensão e de divisão como a amargura, a cólera, a impaciência e alimenta-o com sentimentos de compreensão, tolerância e perdão. Este dom está, por isso, na raiz daquela nova comunidade humana que se fundamenta na civilização do amor.

Invoquemos ao Espírito Santo una renovada efusão deste dom, confiando a nossa súplica à intercessão de Maria, modelo sublime de oração fervorosa e de doçura materna. Ela, a quem a Igreja nas ladainhas (litanias) de Loreto saúda como Vas insignae devotionis, nos ensine a adorar a Deus "em espírito e verdade" (Jo 4, 23) e a abrir-nos, com coração manso e acolhedor a todos os que são Seus filhos e, por isso, nossos irmãos.

Peçamo-lo com as palavras do Salve Regina: “...O clemens, o pia, o dulcis Virgo Maria!".

Vem, Espírito Santo, por teu Dom de Piedade, inspirai-nos a viver sóbria, justa, e piedosamente nesta vida, para alcançar o céu na outra vida. Glória.

Oh! Deus, que enviaste o Espírito Santo aos apóstolos, ouvi as orações de teus fiéis para que tenham a verdadeira paz, que por tua graça, tenha recebido o dom da verdadeira fé.
Vos suplicamos, Oh! Deus, que teu Santo Espírito acenda em nossos corações essa chama que Cristo trouxe a terra e desejou ardentemente que fosse acendida.
Inflamai, Oh! Senhor, nossos corações com o fogo do Espírito Santo, para que vos sirvamos castos de corpo e limpos de coração.
Enriquece, Senhor, nossos corações derramando com plenitude teu Santo Espírito por cuja sabedoria fomos criados e por cuja Providência somos governados.
Te suplicamos, Oh! Deus Todo Poderoso e Eterno, que teu Santo Espírito nos defenda e habite em nossas almas, para que ao fim, sejamos os templos de sua glória.
Te pedimos, Senhor, que segundo a promessa de teu Filho, o Espírito Santo nos leve ao conhecimento pleno de toda a verdade revelada.
Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Nenhum comentário:

Postar um comentário